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  • Renan Alves

Cuidados com a beleza na gravidez

Os cuidados de beleza não precisam ser deixados de lado durante a gestação. O segredo é readaptá-los nesse período, já que alguns procedimentos rotineiros das futuras mães são contraindicados ao longo do período gestacional.

A primeira dica é manter uma dieta balanceada, rica em legumes, verduras, frutas e fibras. Consultar o ginecologista em relação a esse assunto também é fundamental. O especialista é o responsável por receitar vitaminas específicas para o pré-natal que ofereçam nutrientes essenciais para mãe e filho nessa fase.

O próximo passo é adotar alguns hábitos relacionados ao cabelo e ao corpo para você se cuidar enquanto espera o bebê. Confira a seguir:

Cabelo

Raquel Toyota, dermatologista da Natura, conta que os relatos de mudanças capilares durante a gravidez são bastante comuns. Fios oleosos podem ficar secos e quebradiços, enquanto os secos tendem a ganhar oleosidade. Isso acontece por conta das alterações hormonais. O aumento dos níveis de progesterona, por exemplo, pode estimular a ação das glândulas sebáceas, responsáveis pela produção do sebo.

“As alterações são imprevisíveis. Em geral, a queda dos fios diminui enquanto a mulher está gestando, mas volta bem mais forte logo após o parto e persiste até o terceiro mês. Apesar de essa queda ser natural, é aconselhável ingerir complexos vitamínicos naturais – precisam ser naturais – para amenizar a perda excessiva dos fios”, fala Raquel.

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Em relação à manutenção da cor, mulheres acostumadas a tingir os fios não precisam passar a gravidez inteira com a raiz escura. A especialista recomenda que sejam utilizados apenas produtos sem chumbo e sem amônia e que, se possível, a tintura seja evitada até a 12ª semana. Em último caso, os shampoos tonalizantes livres desses componentes também estão liberados.

“Depois do terceiro mês, é permitida a realização de reflexos, da metade dos fios para as pontas, sem tocar a raiz do cabelo”, explica Raquel. Já outros procedimentos, como permanentes e alisamentos, devem esperar até, no mínimo, o nascimento do bebê. Antes de qualquer decisão, consulte seu médico.

Rosto

Segundo a dermatologista Raquel Toyota, as alterações hormonais do período gestacional também deixam a pele do rosto da gestante mais suscetível a manchas. Para evitá-las, um hábito bem importante deve permanecer na rotina: o uso diário do filtro solar.

“Seu fator de proteção deve ser, no mínimo, 30. De preferência, opte por aqueles que tenham filtros físicos – descritos como dióxido de titânio e óxido de zinco – na composição ou que ofereçam cobertura de cor. Eles são os únicos que protegem a pele da luz visível, responsável por provocar manchas.”

Algumas mulheres também podem desenvolver ou notar uma piora da acne. Nesse caso, é obrigatório que se consulte um dermatologista. Isso porque diversos tratamentos para a pele acneica são contraindicados durante a gravidez, principalmente no primeiro trimestre.

Os mais agressivos, como peelings, aplicação de toxina botulínica e preenchimentos com ácido hialurônico, devem ser deixados de lado durante os nove meses, já que a pele fica mais sensível às reações alérgicas nessa época. “Os lasers também precisam ficar de fora da rotina de beleza por conta do aumento das chances de aparecimento de manchas na pele da grávida.”

Sempre que houver dúvida sobre algum tratamento estético, o ideal é perguntar ao obstetra. É ele quem saberá responder como cada procedimento afetará – ou não – o bebê.

Mamas

A sensibilidade na região das mamas aumenta durante a gravidez. E, depois que o bebê nasce, o grande temor são as rachaduras decorrentes do processo de amamentação. Para minimizar esses sintomas, a ginecologista e obstetra Renata Menezes alerta para cuidados que vão desde a escolha do sutiã até a hidratação adequada.

“A gestante precisa usar um sutiã confortável, porém com alta sustentação. O ideal é que a peça ofereça o mesmo suporte que um top de corrida, por exemplo, sem ficar muito apertado, claro”, explica ela, que é membro do Comitê de Mortalidade Materno-Infantil do Município de Barueri, na Grande São Paulo.

Para evitar estrias, os seios precisam ser hidratados diariamente. Para isso, vale um alerta: a aplicação do hidratante não deve invadir a região das aréolas, que envolve os mamilos. “A hidratação deixa a derme mais amolecida e fina, só que a aréola e o bico precisam ficar mais ressecados para evitar rachaduras”, afirma a médica. Para turbinar os cuidados, Renata recomenda, quando possível, a tão disseminada dica do banho de sol sobre os seios.

Região abdominal

Por conta do crescimento do feto, a pele do abdômen sofre um estiramento natural ao longo dos meses. Isso pode favorecer o aparecimento de estrias e provocar flacidez após o nascimento do bebê. A dermatologista recomenda, então, o uso de cremes firmadores e preventivos.

“Escolha produtos hidratantes que contenham ureia na fórmula – quantidade máxima de 3% –, lactato de amônia, colágeno, elastina, vitamina E e óleos vegetais. Esses são os ativos que ajudam na prevenção de estrias e que podem ser usados antes e durante a gravidez”, explica Raquel.

A especialista diz ainda que esse tipo de cuidado deve ser reforçado no outono e no inverno, quando os dias mais secos predominam e acabam prejudicando a pele. Vale também intensificar a hidratação no último trimestre da gravidez, quando o bebê ganha mais peso e o crescimento abdominal é maior, aumentando as chances de as estrias darem as caras. “Procure ainda evitar banhos demorados e muito quentes, que ressecam ainda mais a pele”, acrescenta Raquel.

Pernas

Múltiplos fatores pioram a circulação nas pernas no período gestacional, de acordo com Renata. O principal deles é, mais uma vez, a progesterona, que altera as paredes dos vasos venosos, deixando-os mais flácidos e aptos a dilatar, causando varizes.

“Por esse motivo, há a sensação de maior peso, desconforto e inchaço. Esses sintomas, quando associados ao aumento do volume intravascular, que deixa o sangue mais diluído para proteger a paciente de hemorragias durante a gestação, aumentam a probabilidade de formação de coágulos, também conhecidos como trombos”, explica a ginecologista.

É possível, porém, prevenir e aliviar o incômodo. A primeira coisa a se fazer é evitar o ganho excessivo de peso. “Usar meia elástica de maneira correta, ou seja, com a compressão e tempo indicados pelo médico, também é benéfico. Isso alivia o peso das pernas e evita a formação de trombos”, explica Renata.

A ginecologista recomenda ainda a hidratação abundante das pernas, a redução da ingestão de sódio (enlatados e embutidos entram na lista) e a drenagem linfática frequente. “O ideal é que ela seja feita, no mínimo, duas vezes por semana. Atividades físicas também favorecem a circulação”, diz a especialista.

Pés

Especialmente a partir do segundo trimestre da gestação, o aumento do peso e as ações hormonais provocam inchaço nos membros inferiores, podendo causar rachaduras nos pés. Por isso, a primeira orientação das especialistas é não lixar os pés em casa. O trauma faz com que a pele engrosse ainda mais, agravando as fissuras e os riscos de sangramentos. No dia a dia, evite também o uso de sandálias abertas e rasteirinhas. Prefira os sapatos fechados.

Quer aliviar o incômodo no fim do dia? “O famoso escalda-pés, feito com água gelada e um pouquinho de sal, pode ajudar. Depois, invista em uma boa hidratação feita com loções específicas para os pés”, ensina a ginecologista e obstetra Renata.

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